Dia Mundial “Sem carro”: De quem é a responsabilidade?

Dia 22/09 é comemorado o Dia Mundial Sem Carro. A ideia, criada na França em 1998, é gerar uma reflexão sobre o uso excessivo de carros, muitas vezes desnecessário, além de defender a revitalização das cidades, buscando garantir um futuro sustentável. Trata-se de um manifesto/reflexão sobre os gigantescos problemas causados pelo uso intenso de automóveis como forma de deslocamento, sobretudo nos grandes centros urbanos, e um convite ao uso de meios de transporte sustentáveis – entre os quais se destaca a bicicleta.

No mínimo, como forma de colaboração, há (ou deveria haver) o incentivo ao uso de carros com combustível à álcool, já que é mais “ecologicamente correto” que a gasolina (combustível fóssil).

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O fato é que cada vez mais há apenas uma pessoa em cada carro no trânsito, mas ATUALMENTE trocar o carro pelo transporte público (precário como é) não é nenhum pouco atrativo para ninguém. Eu mesma não deixaria meu carro na garagem para andar de ônibus (única estrutura hoje disponível em Goiânia)… Vale ressaltar que na França (onde foi criado o movimento), ou pelo menos em Paris, a estrutura de transporte público hoje é fascinante (pelo menos ao meu ponto de vista, goiana que nunca havia passado perto de um sistema de metrô como aquele)… Um sistema que funciona e com a cidade toda sob trilhos não há tanta necessidade de tantos carros na rua (embora hoje eles estão preocupados com isso, como projeção futura)…

Uma pessoa sem saber falar tão bem o francês e sem nunca ter estado em Paris antes consegue perfeitamente andar de metrô na cidade e explorar cada lugar que quiser sem muita dificuldade… Você consegue fazer isso andando de ônibus em Goiânia (ou em uma cidade que nunca esteve)? Eu não! (e olha que eu moro em Goiânia e não faço idéia de como ir da minha casa para meu trabalho de ônibus).

Já vi reportagens em que os dirigentes públicos atestam que o metrô de São Paulo é o melhor do mundo…. Fiquei abismada! Ou eu estou muito errada ou eles não tem noção do que seja algo que possa se chamar “o melhor do mundo”.

O Brasil podia se espelhar e mostrar ao menos boa vontade em tentar planejar algo público de qualidade para, assim, poder buscar incentivo e colaboração da população, que acredito ser parte interessada.


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