Redução de gases do efeito Estufa x Cerrado

O Senado brasileiro aprovou, em 25/11, o projeto da Política Nacional sobre Mudança Climática que define em lei a meta de redução de gases do efeito estufa estabelecida pelo governo federal entre 36,1% e 38,9% até 2020, cujo projeto será apresentado no mês de dezembro próximo na Conferência do Clima, em Copenhague.

O fato é que o presidente “Lula” já havia assinado, dia 21/11, o decreto que cria o Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima. O órgão ficará responsável por propor um plano de ações ambientais para reduzir a emissão de gases de efeito estufa juntamente com a referida política nacional sobre o tema.
O Brasil havia se comprometido em reduzir, entre 2004 e 2006, o desmatamento em 50%, o que ocasionaria a redução de emissão de 500 milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera.

 

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Agora, o presidente cobrou um amplo esforço, dos governos estaduais, municipais, da sociedade como um todo, para se engajarem na fiscalização do desmatamento, haja vista que, de acordo com ele, “É um ledo engano achar que o Governo federal consegue cuidar desse imenso território.”

Com a cobrança para que os estados reduzam do desmatamento e ao mesmo tempo no incentivo econômico para a produção (visando o crescimento do país), a situação torna-se um dilema, porquê?

Goiás, por exemplo, é fronteira agrícola, sendo cada vez mais explorada suas terras e desmatado o bioma aqui existente, o Cerrado. Com a exigência para que os estados emitam laudos constando os índices numéricos de redução de desmatamento (e consequentemente redução de gases do efeito estufa), Goiás tornará um estado que, aparentemente, não colabora com o objetivo do país para o tratado, um estado “inadimplente”.

Então, como resolver este caso? Seria o estado o grande vilão brasileiro? Ficaria o resto do país “apedrejando” a “pessoa” certa?
Deixemos de hipocrisia e vamos encarar os fatos como realmente os são.

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